Estas perturbações no desenvolvimento podem pôr em causa a harmonia da aquisição de conhecimentos e competências. As alterações e perturbações do desenvolvimento infantil podem ocorrer a nível cognitivo, sensorial ou motor.
Quando isto acontece, o aconselhável é recorrer a técnicos especializados. Estes vão fazer o diagnóstico da perturbação e, posteriormente, elaborar um plano de intervenção individual tendo em conta as necessidades da criança e da sua família.
A intervenção profissional deve ser feita o quanto antes. Quanto mais cedo é detetada, maior probabilidade existe de serem conseguidos melhores resultados. Para ajudar nesta tarefa, a CSI reuniu alguns dos sinais de alerta que deve ter em conta no desenvolvimento infantil.
Perturbações de Desenvolvimento Psicomotor: Sinais de Alerta no Desenvolvimento Infantil
- Ausência de tentativa de controlo cefálico (controlo da cabeça);
- Hiper ou hipotonia;
- Não segue a face humana ou uma luz e/ou apresenta movimentos erráticos dos olhos;
- Não dirige o olhar e/ou não reage ao som (incluindo a voz humana);
- Dificuldade em manter-se alerta, com transições abruptas entre o sono e a irritabilidade.
3 Meses
- Não procura o som com o olhar;
- Não sorri;
- Não tem controlo da cabeça;
- Mantém as mãos sempre fechadas, não as abrindo mesmo quando o dorso da mão é estimulado;
- Membros rígidos em repouso, espástico;
- Sobressalto ao menor ruído;
- Chora e grita quando é tocado;
- Pobreza de movimentos.
6 Meses
- Ausência de controlo cefálico;
- Membros inferiores rígidos, com passagem direta à posição de pé quando se tenta sentar, revelando espasticidade;
- Não olha nem pega em objetos;
- Assimetrias (utiliza apenas uma mão);
- Não reage aos sons;
- Não vocaliza, silencioso ou muito monocórdico;
- Desinteresse do ambiente, não estabelece contacto ou mostra-se apático;
- Irritabilidade, estremece sempre que é tocado;
- Estrabismo manifesto e constante;
- Persistência de reflexos primitivos.
9 Meses
- Não se senta;
- Permanece imóvel e não tenta mudar de posição;
- Assimetrias em termos de postura ou de movimentos;
- Estrabismo, mesmo que inconstante;
- Sem preensão palmar e não explora os objetos oralmente;
- Não reage aos sons;
- Vocaliza monotonamente ou deixa de vocalizar;
- Apático e sem reação aos familiares;
- Engasga-se com facilidade.
12 Meses
- Não aguenta o peso nas pernas, por hipotonia;
- Não se senta;
- Permanece imóvel e não tenta mudar de posição;
- Assimetrias;
- Estrabismo;
- Não pega nos brinquedos ou fá-lo com uma só mão;
- Não faz pinça fina;
- Não responde à voz, não emite polissílabos, fica muito silencioso;
- Não brinca, não estabelece contacto, não reage ao nome e não segue o apontar dos pais;
- Não mastiga.
15 Meses
- Ausência de tentativa de se deslocar ou de explorar o ambiente;
- Exploração de objetos predominantemente oral;
- Não faz sons variados e polissílabos e não tenta imitar o som do adulto;
- Não faz pinça fina e não usa funcionalmente os objetos;
- Não aponta ou tenta usar o gesto como suporte da comunicação;
- Não cumpre ordens simples.
18 Meses
- Não se põe de pé, anda em pontas ou não nada;
- Assimetrias;
- Não faz pinça fina, atira objetos ou leva-os sistematicamente à boca, sem uso funcional;
- Ausência de resposta à voz, não vocaliza espontaneamente e não diz palavras percetíveis;
- Não se interessa pelo que o rodeia, não estabelece contacto ocular e não apresenta intencionalidade comunicativa;
- Não cumpre ordens.
2 Anos
- Não anda ou anda sistematicamente em pontas;
- Deita objetos fora e não constrói nada;
- Não parece compreender o que lhe dizem;
- Não tem palavras inteligíveis;
- Não procura imitar, não se interessa pelo meio e pelas pessoas;
- Não tenta interagir;
- Não aponta, não pede e não mostra;
- Birras desajustadas em frequência e intensidade ou sem motivos aparentes.
3 Anos
- Anda sistematicamente em pontas;
- Mantém flapping dos braços (por exemplo, esticar e abanar);
- Não parece compreender o que lhe dizem, não junta duas palavras;
- Não usa funcionalmente os objetos e não tenta fazer algo construtivo ou criativo;
- Não tenta interagir com os outros, não socializa, não mostra, não partilha e não pede;
- Não usa o gesto como suporte para comunicar, no caso de dificuldades expressivas.
4, 5 e 6 Anos
- Hiperativo e agitado ou distraído e com dificuldades de concentração;
- Comportamento muito difícil, opositivo e desafiante, que não é controlável pelos pais;
- Problemas de interação social, associados ou não a comportamentos estereotipados e repetitivos;
- Dificuldades na comunicação e empatia;
- Linguagem incompreensível aos quatro anos;
- Substituições fonéticas e erros articulatórios presentes aos cinco/seis anos;
- Dificuldades nas aprendizagens pedagógicas.
Fonte: http://www02.madeira-edu.pt/Portals/5/Sinais%20de%20Alarme.pdf
A Importância da Intervenção Profissional no Desenvolvimento Infantil
A intervenção profissional torna possível uma reorganização de caráter neurológico. Esta intervenção ajuda à normalização do processo de desenvolvimento infantil. Assim existe uma melhoria na condição da criança ou até uma recuperação total das funções afetadas.
Tendo isto em conta, a CSI segue um método que, através de um conjunto de programas de estimulação, engloba todas as áreas de desenvolvimento. Este método, denominado de Método Doman, permite superar as barreiras advindas das lesões, patologias e dificuldades de aprendizagem.
O Método Doman é constituído por técnicas adequadas à estimulação global infantil. Os programas destinam-se a crianças dos zero aos seis anos. No entanto, este também pode ser aplicado em crianças mais velhas. Neste caso, o Método Doman é utilizado para auxiliar a aprendizagem escolar ou potenciar a inteligência, independentemente de existir ou não alguma perturbação.
O primeiro passo é o processo de avaliação. Este inicia-se com o preenchimento prévio de um questionário de avaliação das capacidades neurológicas da criança por parte dos pais. É através deste questionário que se torna possível ao técnico prever o desenvolvimento neurológico da criança e obter informações importantes e necessárias à avaliação.
Após a análise deste questionário, a criança é avaliada por um técnico certificado pelo Instituto Vegakids. Nesta consulta é desenvolvido um plano de estimulação personalizado. Este plano prevê uma aplicação durante seis meses de forma sistemática, ou seja, diária e intensiva. Após os seis meses – ou quando a criança atingir os objetivos estipulados – é feita uma nova avaliação.
Detetou alguns dos sinais de alerta de perturbações no desenvolvimento infantil no seu filho?
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